AABB Recife

Siga-nos!

informativos

PRÓXIMOS EVENTOS

 <<  < Dez 2017 >   >>
DOMSEGTERQUAQUISEXSAB
12
3456789
10111213141516
17181920212223
242526272930
31
Regimento da Biblioteca Infantil!

Regimento da Biblioteca Infantil!

Senhores Pais e Acompanhantes responsáveis, atenção para o Regimento da Biblioteca Infantil.

Noticias

O Centenário do Banco do Brasil em Pernambuco

| Fonte:Por Carlos Eduardo Carvalho dos Santos

Pretendo, aqui, deixar na memória de cada um, especialmente nós da Velha-Guarda do Banco do Brasil e outros aposentados associados participantes do quadro de Sócios Comunitários, fatos que muitos jamais se esquecerão, porque, sabemos que “vivemos do que perdura, não do que somos”, como nos disse Clarice Lispector, saudosa ucraniana quase recifense.

Louvar nossos santos e comemorar acontecimentos mais significativos é tradição da gente pernambucana, como reafirma Gilberto Freyre sempre que oportuno. Por isso aqui iniciamos a louvação ao Banco do Brasil que este ano completa 100 anos em Pernambuco, aos 13 de agosto.

A título de nota pitoresca, queremos deixar alguns fatos pouco conhecidos.

Os primeiros documentos sobre a instalação do nosso Banco no Bairro do Recife, foram produzidos num bar do cais do porto: o Schipchandler, situado na Avenida Alfredo Lisboa, 653. Ali ficava o gerente-instalador, Dr. Joaquim Correia de Oliveira Andrade, trabalhando no sentido de iniciar a reformado prédio n. 125, da antiga Rua dos Judeus – atual Bom Jesus – que seria inaugurado dois meses depois. Um fato singular.

Outra memória importante foi o fato de haver o Banco adquirido outro prédio em construção, a fim de adaptá-lo para ser uma instituição financeira e se tornar, durante muitos anos, complemento do cartão-postal da Praça Rio Branco, atual Marco Zero, na Avenida Alfredo Lisboa, 427.

Em momento feliz de saudação, durante a entrega de uma Cadeira do Papai ao nosso associado-fundador, Capiba, durante as comemorações dos seus 80 anos, em palavras inigualáveis, Álvaro de Souza Melo Filho, um dos mais competentes funcionários do Banco, nos disse, com ênfase própria dos grandes oradores:

“Nós, antigos funcionários do Banco do Brasil, éramos muitos iguais na variedade, variados na unidade e únicos na diversidade. Hoje somos poucos em pleno vigor da atualidade. Os que continuam agradecem a Deus esse crédito de vida para as continuadas celebrações que acontecem com frequência e que têm sabor de uma oração em agradecimento. Fomos, no entanto, sendo menos ao longo dessa maravilhosa convivência, que marcaria 100 anos. Convivência tanto ocorrida no trabalho quanto em nossas duas instituições: a Associação dos Antigos e a Associação Atlética Banco do Brasil, que nos uniu servindo como escolas de valores éticos, cívicos e morais. Em toda existência, entretanto, chega um momento em que se toma consciência de ter irremediavelmente atravessado uma fronteira. Atravessamos a nossa. Naqueles locais nos reencontrávamos para viver saudades. Aliás, ‘restos de saudades’, como diria o poeta Lourenço da Fonseca Barbosa”.

Todos os dias notava-se um variado público de colegas, que tanto na Sala dos Aposentados e Pensionistas (na velha Agência Centro) quadros nos salões da AABB e na AAFBB (durante almoços mensais) buscávamos recordar momentos e rever amigos. Por isso, esses lugares devolvem um ar de encantadora magia, incomparável reencontro, como uma busca incessante do tempo perdido; o nosso ontem relembrado em nossas conversas.

Este momento representa um flash de tudo isso. A busca do passado descrito por Marcel Proust, devolvendo-nos, em cada uma de nossas prosas, fatos e imagens saudosas para os nossos descendentes de hoje – filhos, netos e bisnetos – e aqueles que, de um porvir um pouco mais distante, pudessem se orgulhar.

Louvemos os muitos colegas que guardaram documentos e lembranças, e nos estão doando, para que possamos aqui deixa-los, num só lugar; recanto que será relicário: o Memorial Milton Persivo Cunha, tudo digitalizado e, assim, sendo possível reimprimir muita coisa a qualquer instante que se desejar. Serão imagens que jamais serão esquecidas porque ultrapassarão este nosso tempo, desdobrando-se para os nossos netos e bisnetos.

A cada dia aqueles que formaram a Velha-guarda do Banco do Brasil estão indo embora para a pátria da Eternidade, no entanto, vão deixando as marcas indeléveis da criatividade e do trabalho, pois, ao Recife deram muito de suas inteligências criando instituições que ultrapassarão os nossos e outros tempos.

No momento em que partimos de frente – nós funcionários aposentados do BB – queremos assinalar um acontecimento por demais importante para a cultura econômica do Estado, demonstrando nosso respeito à grande Casa que aprendemos a amar e respeitar, pois, para nós, se trata não apenas de uma instituição bancária ou uma universidade profissional, mas acima de tudo, uma escola de civismo. Viva os 100 anos do Banco do Brasil em Pernambuco.

Portal da Associação Atlética Banco do Brasil - AABB Recife
CNPJ: 10.934.610/0001-16

Siga-nos
nas redes sociais.

MAPA DO SITE

ZAITE Tecnologia